terça-feira, 29 de julho de 2014

Que tal falarmos de RELAÇÕES, VASOS e COTIDIANO


Nossas relações são como vasos e merecem um lugar especial em nossas vidas. Há quem diga que são presentes e devem ser protegidos contra o tempo e tempestades. Um detalhe que me encanta nas relações é a sua capacidade em se transformar. Quem já não teve uma pessoa um dia que ao sair do anonimato se tornou um amigo e que com o passar do tempo se tornou uma grande paixão?As relações são mutáveis, são vivas, precisam de se alimentar dos objetivos que nos são comuns ou às vezes nossas disparidades, devido à falta de sincronia, num contexto de cobranças, posse ou desespero, simplesmente adoecem, devíamos entender o quão frágeis são. Na ausência destes que faziam parte de nossa existência, sentimos que um pedaço de nós foi tirado e que precisamos aprender a viver sem este outro que tanto nos marcou. O que fazermos com as marcas que os outros nos deixam? Como aprender a ser vaso novo? Com novas possibilidades?Enquanto crianças não sabemos que vasos seremos, ou o quanto enchemos a vida dos outros, nos resta a ambição em se ter o máximo de vasos em nossa frente, pois o tempo é curto e é o que se vive de imediato. Viver o máximo no agora é um desafio, num tempo em que se vive tanto no depois. Por exemplo: não nos ensinam na escola a viver o agora, em nossas famílias sempre estamos pregando que nossos filhos leiam, estudem, sejam bons filhos para que no futuro sejam bons profissionais e felizes. A religião não diz muito diferente, toda angústia, todo o medo e sacrifício serão recompensados.Ao perceber o quanto efêmera é a nossa existência o que nos resta é valorizar as relações agora, neste exato momento. É dar bom dia ao motorista, conversar com o pipoqueiro quase invisível na rua, é estar disponível para aqueles que te procuram, a partir de hoje minha porta sempre estará aberta, meus vasos são frágeis e quero lembrar e zelar por todos, quero ter uma coleção de vasos, não para ostentação, mas para perceber o quanto posso ser estante em suas vidas.




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