Nossas
relações são como vasos e merecem um lugar especial em nossas vidas. Há quem
diga que são presentes e devem ser protegidos contra o tempo e tempestades. Um
detalhe que me encanta nas relações é a sua capacidade em se transformar. Quem
já não teve uma pessoa um dia que ao sair do anonimato se tornou um amigo e que
com o passar do tempo se tornou uma grande paixão?As
relações são mutáveis, são vivas, precisam de se alimentar dos objetivos que
nos são comuns ou às vezes nossas disparidades, devido à falta de sincronia, num
contexto de cobranças, posse ou desespero, simplesmente adoecem, devíamos
entender o quão frágeis são. Na ausência destes que faziam parte de nossa
existência, sentimos que um pedaço de nós foi tirado e que precisamos aprender
a viver sem este outro que tanto nos marcou. O que fazermos com as marcas que os
outros nos deixam? Como aprender a ser vaso novo? Com novas possibilidades?Enquanto
crianças não sabemos que vasos seremos, ou o quanto enchemos a vida dos outros,
nos resta a ambição em se ter o máximo de vasos em nossa frente, pois o tempo é
curto e é o que se vive de imediato. Viver o máximo no agora é um desafio, num
tempo em que se vive tanto no depois. Por exemplo: não nos ensinam na escola a
viver o agora, em nossas famílias sempre estamos pregando que nossos filhos
leiam, estudem, sejam bons filhos para que no futuro sejam bons profissionais e
felizes. A religião não diz muito diferente, toda angústia, todo o medo e
sacrifício serão recompensados.Ao
perceber o quanto efêmera é a nossa existência o que nos resta é valorizar as relações
agora, neste exato momento. É dar bom dia ao motorista, conversar com o
pipoqueiro quase invisível na rua, é estar disponível para aqueles que te
procuram, a partir de hoje minha porta sempre estará aberta, meus vasos são
frágeis e quero lembrar e zelar por todos, quero ter uma coleção de vasos, não
para ostentação, mas para perceber o quanto posso ser estante em suas vidas.
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