Não estou
preocupado com a estética.
Estou
preocupado com o conteúdo.
A estranha
mania do imediato nos seduz.
Enquanto o
olhar para o futuro é incerto.
Resta-nos
a nostalgia do que se foi.
O momento
inoportuno que respiramos,
Provoca-nos
a sermos.
E é aí que
tudo se depreende,
O lugar em
que temos de ser.
Afinal,
não foi isso que nos ensinaram?
O lugar de
não ser é sempre um lugar velado.
Sombrio,
escuro, ausente, do nada.
O lugar de
não existir.
De “sub-existir”.
Anônimo.
Com toda
dor, com toda angústia,
Meus olhos
se debruçam
Para o
lugar que sempre me exige ser melhor,
e este
lugar, vai além desta roupa,
Deste
espelho, deste status, desta forma.
Entender
que sou incógnita,
Que neste
corpo em transição,
Sou
vírgula e ponto final.
E as vezes
umas certas reticências.
Descubro que
ser, também é ser um ainda não.
Na
plasticidade da existência
Trago à
tona o que é mais duradouro
Duradouro,
mas finito.
O ser.
Existir
também dói, requer coragem.
Ressoamos
no tempo, efêmeros.
Até que
ouvidos desatentos não vibrem mais.
Autor: Wanderson Farias

Pensar sobre o lugar no mundo. As demandas, o não aceitar regras da Matriz! Gratidão pela pausa para pensar
ResponderExcluirMuito legal!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirShow!!!
ResponderExcluir😘😘
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