Assim
não é difícil conhecermos pessoas que tenham e desenvolvem relações amorosas
virtuais. Pessoas que representam papéis em frente aos computadores e de costas
para as outras formas de relações presenciais. Este fenômeno me traz várias
reflexões tais como:
- O que vem acontecendo com as pessoas que elas não conseguem, ou não dão importância para as outras formas de relacionamento?
- O que as outras pessoas possuem que tanto me incomoda a ponto de evitar este encontro olho no olho?
- Quem sou eu nas relações à distância?
- Será que este que se manifesta nas redes sociais sou eu mesmo?
Quando
me encontro com o outro, olho em seus olhos, acesso seus sentimentos, seus sentidos,
seus gostos existe uma troca de experiências que possibilita ligações. E quando
nos relacionamos de forma superficial pelas redes, muito dessas relações se
perdem, muito de nós se esvai neste processo. Perdemos a capacidade de nos ver,
perceber e principalmente transformar com o outro.
Para
que exista um namoro ou uma relação às pessoas precisam de uma série de coisas
que as redes sociais não nos ofertam como: Contato, ligação, olhar, perceber,
sentido, esperar.
E
acima de tudo se relacionar é criar laços, ter o outro dentro dos meus olhos,
dentro dos meus ouvidos, é sentir a pele, o cheiro e quando sinto o outro me
reconheço como pessoa que deseja e que interpreta e isso pode se tornar um
grande encontro de sentidos.
Um forte abraço e até a próxima
quinta-feira!
Wanderson Tadeu
Caso tenha sugestões, críticas ou
perguntas mande um e-mail para relacoesemfoco@omeupc.com.br
