quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Vivendo no limite

O que você tem feito com seu tempo? Certa vez conheci um rapaz que vivia simplesmente no limite, no limite mesmo, corria pra cá, pra lá, tentava aproveitar cada lance. Cada olhar era um mundo em descobrimento, ao mesmo tempo em que ele olhava tudo ele não enxergava quase nada, devido ao simples fato de que as coisas mudam, a vida muda, os olhares não são mais os mesmos depois de um bombardeio de informações.
Isso me fez pensar o quanto o tempo é valioso. O que para alguns é tão necessário para outros é simplesmente dispensável. Pergunte a um maratonista quanto vale um milésimo de segundo? Pergunte a uma mãe o que são nove meses no aguardo de um bebê? O tempo que para alguns é um fardo para outros é experimentado como gelatina entre os dedos, que ao apertar simplesmente escorre. Perguntei-me por que não viver? Como diz Leila Ferreira em seu livro “Viver não dói”, isso tudo é uma grande ironia viver dói, mas não saber viver dói mais ainda.
Aproveite as oportunidades que o viver lhe oferta, desfrute sabores, odores, paixões, desejos, sonhos. Quando perdemos estas lacunas vivemos só sentindo gosto (amargo, azedo, salgado e doce) e podemos esquecer o que é mais valioso, o sabor da vida! Isso mesmo o sabor da vida é a mistura de todos os gostos possíveis, é o casamento do cheiro com o gosto. O que era amargo pode se tornar outra coisa totalmente diferente e talvez mais apreciada. A vida é assim uma eterna sinfonia de prazeres, deveres, obrigações e principalmente de realização dos desejos da alma.


Fonte da imagem: http://harmonia.arteblog.com.br/

EXISTÊNCIA PLÁSTICA

Não estou preocupado com a estética. Estou preocupado com o conteúdo. A estranha mania do imediato nos seduz. Enquanto o olhar para...