A possibilidade de viver
uma vida única, particular se torna necessário quando desde o nascimento de um
bebê uma pessoa inicia seu conviver. Não é ausência de interdependência, mas,
ser exclusivo, o escritor de sua própria história.
Exclusivo quer dizer que por privilégio pertence
a alguém, que é privado ou restrito. Único, pessoal, próprio de alguém. Não
podemos agir satisfatoriamente sobre aquilo que não compreendemos1. Desta
forma, como podemos se dar ao luxo de ausentarmos de nosso próprio viver ímpar?
A exclusividade é pessoal, assim como o sentido
da vida, por exemplo, que precisa estar na pessoa, embora convivamos em
coletividade, o sentido não está no outro. Assim na vida todos temos uma
missão: viver com exclusividade.
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Desprender atenção intensa do outro, reunir
enormes forças desmedidas na busca de satisfazer o outro, se limitar amplamente
a ponto de retardar em seu processo de desenvolvimento, pode demonstrar a
anuência desproporcional de um ser exclusivo.
Ser exclusivo é conhecedor, ou pelo menos
esmeramente busca compreender sua própria biografia, conhecendo seus limites,
suas potencialidades, seus valores. Age como sabedor de seu percurso sem ser
levado pelo vento do espírito da época. É um dos basais princípios que a
existência nos requer cotidianamente.
É perceber que na vida não se compete viver, mas,
uma persistência em recorrentemente ser! Ser atuante no próprio viver, em sua
história de vida, um ser exclusivo que jamais terá comparações com seus
próximos: é único, dono de uma existência sem igual em toda narrativa da
humanidade. A partir daí, já podemos construir o sentido de vida que cada um de
nós almeja, com grande atuação, intensidade, desejo e perenemente.
Exclusividade! A psicoterapia
oferece possibilidades do perene desenvolvimento humano, do ser.
Psicólogo / Psicoterapeuta
Pós-Graduado em Psicologia Clínica pela Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais.
Colunista semanal deste blog.
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Nota
1 Dulce Critelli, professora de filosofia da PUC S

