quarta-feira, 4 de julho de 2018

O VÍCIO EM SE VIVER NA MESMICE!

Vício: um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que convivem com ele. É algo silencioso, de bom grado; apetitoso, inicialmente falando. Como não desejando ser beneficiado por tal comportamento, já se vê entrelaçado no hábito libidinoso, radicalmente dependente de algo que escolheu com a própria liberdade.
Vício da grande quantidade de açúcar nos alimentos, das drogas lícitas e ilícitas, do consumo exagerado de conteúdos virtuais e aparentes. 
Vício do sedentarismo e da correria que hoje nos fazem considerar normal uma vida fast-food (quanto mais rápido melhor), drive-thru (no meu próprio mundinho) e e-commerce (não presencial).
Vício de “levar” uma vida... monótona, costumeira e quieta. Diante de um mero desafio, acomoda. Perante o possível, desenvolve-se a timidez. Aceita-se abertamente as limitações impostas por uma sociedade capitalista, pelos ditames desenfreados e pela cultura do ter, possuir a qualquer custo e deixando de viver simplesmente o ser.

É normal, pois, "Quem nunca?" ,não é mesmo?

O que é vício torna-se automático, ausente de prazer, inóspito, vulgar, desgastante, vulnerável, propício a grandes overdoses de placebos midiáticos e voláteis, passageiros e, no entanto, danosos.
Embora existam ferramentas para lidar com os vícios, e são procedentes muitas delas, a melhor até hoje encontrada está dentro do próprio ser, o ato de enfrentar o desafio de se encontrar consigo mesmo, de seus anseios e angústias.
Neste lugar cada ser humano é passível de vivenciar; o que proporciona o espaço do desejo de enfrentar o que lhe limita, o que o desorienta, que  o faz ser o que realmente não é. Não se engessando pelo palco de fantoches descartáveis e gratuitos recorrentes de um padrão incoerente com sua própria liberdade de ser. O Desejo de mudança não se encontra externamente, nas normas, nas modas, no axioma capitalista que impera hoje.
 O querer que move o ser se localiza na espontaneidade, particularidade e vontade de enfrentar o cômodo, o mais fácil, o que é imposto e aceito sem ao menos conhecer a procedência de tal costume. Observa se a comunhão com seus valores!
Falando de hábito, há oportunidade da busca de um viver autêntico, saudável e construtivo. Inteiramente pessoal e baseado no próprio limite, assim como na própria potencialidade de cada ser humano. A questão não é o vício em si, que perscrutamos sem uma firme e atuante iniciativa. Porém, como eu consigo e posso lidar com o que eu vejo, contemplo e ajo.  Procurar não ofertar valor ao vício (reconhecer o vício é um fator importante, ao passo que insinuar valor excessivo e que nos limita ao transtorno é outro), é apropriar do intrínseco progresso, do desejo da mudança, de ousar ser o que realmente é possível e necessário ser: você! 
Não seja um, ou o vício. Seja você!

Autenticidade, a psicoterapia oferece caminhos para o alcance de um ser autônomo em suas decisões!

                                       Tiago José   

Psicólogo / Psicoterapeuta
Pós-Graduado em Psicologia Clínica pela Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais.
Tel. de Contato: 31-99629-6141
Colunista semanal deste blog. 
Email: consultorioanimus@outlook.com
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