Vício:
um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que
convivem com ele. É algo silencioso, de bom grado; apetitoso, inicialmente
falando. Como não desejando ser beneficiado por tal comportamento, já se vê
entrelaçado no hábito libidinoso, radicalmente dependente de algo que escolheu
com a própria liberdade.
Vício
da grande quantidade de açúcar nos alimentos, das drogas lícitas e ilícitas, do
consumo exagerado de conteúdos virtuais e aparentes.
Vício do sedentarismo e da correria que hoje nos fazem considerar normal uma vida fast-food (quanto mais rápido melhor), drive-thru (no meu próprio mundinho) e e-commerce (não presencial).
Vício do sedentarismo e da correria que hoje nos fazem considerar normal uma vida fast-food (quanto mais rápido melhor), drive-thru (no meu próprio mundinho) e e-commerce (não presencial).
Vício
de “levar” uma vida... monótona, costumeira e quieta. Diante de um mero desafio,
acomoda. Perante o possível, desenvolve-se a timidez. Aceita-se abertamente as
limitações impostas por uma sociedade capitalista, pelos ditames desenfreados e
pela cultura do ter, possuir a qualquer custo e deixando de viver simplesmente
o ser.
É normal, pois, "Quem nunca?" ,não é mesmo?
O
que é vício torna-se automático, ausente de prazer, inóspito, vulgar,
desgastante, vulnerável, propício a grandes overdoses de placebos midiáticos e
voláteis, passageiros e, no entanto, danosos.
Embora
existam ferramentas para lidar com os vícios, e são procedentes muitas delas, a melhor até hoje encontrada está dentro do próprio ser, o ato de enfrentar o desafio de se encontrar consigo mesmo, de seus anseios e angústias.Neste lugar cada ser humano é passível de vivenciar; o que proporciona o espaço do desejo de enfrentar o que lhe limita, o que o desorienta, que o faz ser o que realmente não é. Não se engessando pelo palco de fantoches descartáveis e gratuitos recorrentes de um padrão incoerente com sua própria liberdade de ser. O Desejo de mudança não se encontra externamente, nas normas, nas modas, no axioma capitalista que impera hoje.
O querer que move o ser se localiza na
espontaneidade, particularidade e vontade de enfrentar o cômodo, o mais fácil,
o que é imposto e aceito sem ao menos conhecer a procedência de tal costume.
Observa se a comunhão com seus valores!
Falando
de hábito, há oportunidade da busca de um viver autêntico, saudável e
construtivo. Inteiramente pessoal e baseado no próprio limite, assim como na
própria potencialidade de cada ser humano. A questão não é o vício em si, que
perscrutamos sem uma firme e atuante iniciativa. Porém, como eu consigo e posso
lidar com o que eu vejo, contemplo e ajo.
Procurar não ofertar valor ao vício (reconhecer o vício é um fator
importante, ao passo que insinuar valor excessivo e que nos limita ao
transtorno é outro), é apropriar do intrínseco progresso, do desejo da mudança,
de ousar ser o que realmente é possível e necessário ser: você!
Não seja um, ou o vício. Seja você!
Não seja um, ou o vício. Seja você!
Autenticidade,
a psicoterapia oferece caminhos para o alcance de um ser autônomo em suas decisões!
