terça-feira, 16 de outubro de 2018

NINGUÉM ME VIOLARÁ - SÓ EU.

Ao pensar na questão da violência, mas não na violência declarada, aquela na qual o bandido vem e leva tudo que você possui. Pensando na violência “velada”, esta a que nos submetemos todos os dias, quando nos acovardamos perante o mundo, abrindo mão de nossos sonhos e projetos que nos fazem e sempre nos fizeram prosseguir.
Ai você não sabe por que sente tanta dor, tanto desalento, a dor de cabeça sem explicação. Esse fenômeno quando se descarta outros quadros clínicos chamamos de Somatização, neste caso específico Psicossomatização. E isso se dá por diversos motivos, muitas das vezes, quando passamos por cima de nossos valores, desejos e principalmente de nossas necessidades.
E você ainda vem me falar que não sabe o porquê de tanta dor?
Você se negou até aqui. Você se violentou. Você permitiu tudo isso...
E abaixo situações que muitas das vezes vivemos e que mostra um começo de tal ruptura.
1.      Você não suporta o comportamento de algumas pessoas e as vezes são parentes próximos, mas mesmo assim insiste em passar por cima de todos os desagrados e afetações que estes provocam e provocaram em você, como se nada tivesse acontecido.
Ninguém sairá ileso das relações.
2.      Você odeia seu trabalho e ainda se sacrifica, conformando-se com o final de semana.
“ A vida é muito curta para ser pequena. ”
3.      Seu (ua) parceiro (a) é violento (a) com você e ainda acredita neste amor que provoca sofrimento.
O amor não dói, se dói é outra coisa.
Mas você continua e diz: “isso vai passar”, negando a própria dor, vivendo a sensação de fracasso, de adoecimento.
Eu te digo! Nem tudo está perdido, pois a mera constatação de que até aqui vivemos uma vida “pequena” e repleta de desgostos, a Psicologia existencial nos lembra do compromisso com aqueles valores mais significativos, nos projetando para um futuro diferente. Através de um olhar para o nosso agora e usando técnicas reconhecidas o paciente se conecta com a parte que foi afetada, com o intuito de se curar.
Afinal se é na “relação que eu adoeço é nela que me curo. ” E ao me deparar com esta pessoa, que as vezes nos desconectamos, esta pessoa que as vezes desconhecida, para outras um completo violador, Eu Mesmo.

Com esta experiência de “encontro” tenho a oportunidade de romper com a violação, encontro-me, transformo-me e olho para os outros com um olhar de diferenciação, pois sou único, sou desejante, tenho necessidades e para isso preciso de romper com o primeiro processo violento de: "EU COMIGO MESMO."

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EXISTÊNCIA PLÁSTICA

Não estou preocupado com a estética. Estou preocupado com o conteúdo. A estranha mania do imediato nos seduz. Enquanto o olhar para...