quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A PSICOTERAPIA E A FÉ, UMA CONVIVÊNCIA POSSÍVEL.

               Ao nos depararmos com questões relacionadas a fé dentro do espaço clínico (setting) da Psicoterapia, nos percebemos diante um grande desafio. E agora? Considerar a fé ou somente a Psicologia como método de atuação? Na prática clínica é imprescindível a neutralidade do terapeuta, porém no processo de escuta trabalhamos com as verdades da pessoa que procura o serviço de psicologia, assim um processo terapêutico sério considerará o conjunto de crenças e saberes da pessoa que procura o serviço de psicologia. Ainda é importante recortar que neste artigo não iremos aprofundar nas questões referentes a Espiritualidade ou Religiosidade, uma vez que estes são conceitos claros e que infelizmente uma grande parcela das pessoas os colocam como uma coisa só.

Esta convivência que a princípio é harmoniosa pode ser atribulada por alguns comportamentos.


ü  O radicalismo: Temos que ter cuidado pois algumas pessoas professam a religião cristã e a vive de forma tão radical que o que deveria ser sinal de equilíbrio ético e moral acaba por se tornar sinal de sofrimento e desequilíbrio emocional.

Todo o radicalismo em qualquer esfera pode ser prejudicial. Dessa forma faz-se necessário que desconstruirmos mitos e ideias de senso comum criados em ambos os “radicais”.

ü  Profissionais que não consideram a religião no processo: Este é um outro mal que faz com que muitos pacientes rompam ou com o processo terapêutico ou com a própria fé. Não respeitar a religião do paciente ou considera-la como algo menor e até desnecessário é um grande mal. Alguns com o intuito de confirmar tal neutralidade até se aventuram por alguns teóricos para se “embasarem” e confirmar suas convicções de que a religião é algo prejudicial.

Posso inferir que a profissão ou não de fé de alguém não é determinante para a necessidade ou não de acompanhamento psicológico, mas o como ele vivencia a sua crença ou “não-crença” é que em muitos casos pode ser passível de terapia.

ü  Estamos aqui para isso:

Se o paciente tem uma relação de sofrimento com a sua religião fatalmente isso surgirá em uma das sessões de Psicoterapia. Porém o sucesso ou não das intervenções estará associado ao quanto nós (psicólogos), estamos atentos ao que o sujeito diz em seu discurso e não em sua manifestação direta de preferência ou não pelo cristianismo, agnosticismo ou qualquer outra convicção. A psicologia é para todos... todos que sofrem, independente de origem, raça, sexo, cor, idade ou religião. O que define uma pessoa que precisa de terapia é o quanto ela sofre com o seu estar no mundo, suas vivências e seu laço com o outro.

Se você é religioso, “agnóstico”, “ateu” ou tenha qualquer outra convicção religiosa E SOFRE, a terapia é uma das possibilidades para o ENCONTRO e principalmente o autoconhecimento, consequentemente uma possibilidade de uma vida emocional mais sadia e feliz... Sendo que esta tal felicidade já é outra conversa que talvez um dia poderemos falar....

Artigo construído com a percepção:

Oriel Ilario de Jesus – Psicólogo

Wanderson Tadeu de Farias - Psicólogo

Siga-me no Facebook. https://www.facebook.com/relacoesemfoco
E também no Blog Percepções - As Relações em Foco http://wandersontfarias.blogspot.com.br/
Caso tenha sugestões, críticas ou perguntas mande um e-mail para: consultorioanimus@outlook.com

#psicologiadasrelações #Psicologoanimus #relaçõesemfoco.

EXISTÊNCIA PLÁSTICA

Não estou preocupado com a estética. Estou preocupado com o conteúdo. A estranha mania do imediato nos seduz. Enquanto o olhar para...