Ao nos depararmos com questões
relacionadas a fé dentro do espaço clínico (setting) da Psicoterapia, nos
percebemos diante um grande desafio. E agora? Considerar a fé ou somente a
Psicologia como método de atuação? Na prática clínica é imprescindível a neutralidade
do terapeuta, porém no processo de escuta trabalhamos com as verdades da pessoa
que procura o serviço de psicologia, assim um processo terapêutico sério
considerará o conjunto de crenças e saberes da pessoa que procura o serviço
de psicologia. Ainda é importante recortar que
neste artigo não iremos aprofundar nas questões referentes a Espiritualidade ou
Religiosidade, uma vez que estes são conceitos claros e que infelizmente uma
grande parcela das pessoas os colocam como uma coisa só.
Esta convivência que a princípio é harmoniosa pode
ser atribulada por alguns comportamentos.
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O radicalismo:
Temos que ter cuidado pois algumas pessoas professam a religião cristã e a vive
de forma tão radical que o que deveria ser sinal de equilíbrio ético e moral
acaba por se tornar sinal de sofrimento e desequilíbrio emocional.
Todo o radicalismo em qualquer
esfera pode ser prejudicial. Dessa forma faz-se necessário que desconstruirmos mitos e ideias de senso comum criados em ambos os “radicais”.
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Profissionais que não consideram a religião no processo: Este é um outro mal que faz com que muitos pacientes
rompam ou com o processo terapêutico ou com a própria fé. Não respeitar a
religião do paciente ou considera-la como algo menor e até desnecessário é um
grande mal. Alguns com o intuito de confirmar tal neutralidade até se aventuram
por alguns teóricos para se “embasarem” e confirmar suas convicções de que a
religião é algo prejudicial.
Posso inferir que a profissão ou
não de fé de alguém não é determinante para a necessidade ou não de
acompanhamento psicológico, mas o como ele vivencia a sua crença ou
“não-crença” é que em muitos casos pode ser passível de terapia.
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Estamos aqui para isso:
Se o paciente tem uma relação de
sofrimento com a sua religião fatalmente isso surgirá em uma das sessões de
Psicoterapia. Porém o sucesso ou não das intervenções estará associado ao
quanto nós (psicólogos), estamos atentos ao que o sujeito diz em seu discurso e
não em sua manifestação direta de preferência ou não pelo cristianismo,
agnosticismo ou qualquer outra convicção. A
psicologia é para todos... todos que sofrem, independente de origem, raça, sexo, cor, idade ou religião. O que define
uma pessoa que precisa de terapia é o quanto ela sofre com o seu estar no
mundo, suas vivências e seu laço com o outro.
Se você é religioso, “agnóstico”,
“ateu” ou tenha qualquer outra convicção religiosa E SOFRE, a terapia é uma das
possibilidades para o ENCONTRO e principalmente o autoconhecimento,
consequentemente uma possibilidade de uma vida emocional mais sadia e feliz... Sendo
que esta tal felicidade já é outra conversa que talvez um dia poderemos
falar....
Artigo construído com a percepção:
Oriel
Ilario de Jesus – Psicólogo
Wanderson Tadeu de Farias - Psicólogo
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