Estar sozinho para muitos é um problema,
dizem que a solidão é o grande mal do século. Já dizia o sociólogo Bauman em
seu livro: Amor Líquido, a fragilidade dos laços e a transformação das relações
em objetos de consumo. Ao perceber este
desafio não paro de pensar no processo de socialização, em que os homens já
nascem em um meio social e nele se desenvolvem como sujeitos únicos. Ao olhar
um pouco mais de perto vejo que algo mais primitivo se rompeu.
Pergunto-me: onde nos perdemos?
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| Extraída em: Vidacomentada |
Talvez o fenômeno acariciado foi a
incapacidade de nos “encontrarmos”, este encontro aqui rachurado, não em vão,
nos aponta um olhar para as relações de completude e preenchimento. Este mal-estar
surge como se o humano nascesse com um pedaço faltante e durante toda sua
existência procurasse formas de ocupa-lo. O brasileiro em si, não fica de fora
e representa muitas vezes bem o papel de ser desejante, todo ano troca-se o
carro que por ser do ano passado já não satisfaz, o celular acompanha, o companheiro
ou companheira ao não corresponder a sua expectativa já deverá ser substituído
por um modelo mais atual e revigorado.
Pergunto-me: Se sem o encontro com o outro
não nos reconhecemos, pior é quando esse encontro não acontece com a gente
mesmo.
A busca por um (a) companheiro (a) requer mais
que uma simples “química” como muitos chamam por aí, ou “pegada” de acordo com
aqueles mais sexualizados. Não consigo perceber um verdadeiro encontro com o
outro, senão olharmos para nossa existência e percebermos o quão somos únicos e
ao mesmo tempo tão parecidos com o contexto social que nascemos e crescemos.
Entendemos que as mudanças mais significativas não são na forma, mas na
estrutura. Você deve me perguntar, mas o que você quer dizer com isso? Tratamos
um pouco sobre este assunto no artigo: Leia QUEM É VOCÊ EM SEUS RELACIONAMENTOS?
Caro leitor(a), quer realmente ter um relacionamento
autêntico, em que se percebe como um ser único, exclusivo e principalmente
existente? A Psicologia é um lugar de encontro, nos aponta um olhar
diferenciado, com uma escuta exclusiva e abrangente. Nos ensina a conviver ou
transformar a nossa realidade, com isso o outro desejado nunca será descartável
e caso esse encontro não aconteça, nossa forma de agir não será a mesma, porque
não seremos mais os mesmos.
Desejo a você uma vida de encontros! Até a
próxima.
Wanderson Tadeu - Psicólogo
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