quinta-feira, 8 de junho de 2017

NINGUÉM VIVE A VIDA DO OUTRO

Todo ser humano possui a qualidade e possibilidade de viver sua própria vida. Uma atitude única e intransferível, idiossincrática. Em tempo de escassez do autoconhecimento, do conhecimento dos próprios desejos e mesmo das particularidades limitações pessoais, concomitantemente abunda a busca recorrente da informação privada da vida alheia.
Cada pessoa é detentora de sua própria história. Somente ela, e só ela é capaz de oferecer contornos e coloridos em sua existência. Cada ser humano possui a propriedade constante de perceber como enxerga o mundo em que vive, como deseja perceber sua construtiva maneira de plantar e colher seus frutos por onde passa, como escolher conviver com seus próximos, deixando sua inconfundível marca pessoal.
É impossível viver a vida do outro. Quando se depara numa situação que constata uma sobreposição, acúmulo de vidas a uma única pessoa é sinal de desordem vivencial, busca de sentindo inexistente, princípio de adoecimento pessoal.
É percebível certa facilidade em que os seres humanos conseguem abordar temas e mesmo histórias que abarcam observações de vidas e de pessoas que fazem parte de seus círculos de convivência. Chega a ser impressionante como conseguem delimitar a trajetória e até o sentimento vivido por uma pessoa, quando na verdade este capricho despendido com tanta facilidade poderia ser um caminho de um viver particular, pessoal, único, impar, onde cada detalhe faz parte de uma sólida compreensão do próprio existir – um ser inteiramente exclusivo.
É possível observar que há fatores que possibilitam práticas de viver a vida do outro, como por exemplo, a história de vida, certas vulnerabilidades localizadas ao longo da trajetória do indivíduo e mesmo a forma que atribui, oferece um sentido ao seu viver podem balizar seu momento atual de existir. Ao mesmo tempo, esta mesma pessoa possue condições de enfrentar seu desafio, iniciando pelo desejo de reescrever sua história, atribuir um caminho em sua trajetória de vida.
Cabe a cada indivíduo procurar conhecer sua atuação existencial enquanto agente promotor de cuidados necessários que favorecem um viver saudável onde a pessoa se torna autor, ator e juiz da própria vida, de seu próprio existir.
Signifique sua vida! A psicoterapia oferece possibilidades do perene desenvolvimento humano, do ser.
 Um forte abraço e até a próxima.

Tiago José   
Psicólogo / Psicoterapeuta 
Pós-Graduado em Psicologia Clínica pela Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais. 
Colunista semanal deste blog.
Tel. de Contato: 31-99629-6141
Email: consultorioanimus@outlook.com

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