Não
consigo me imaginar vivendo uma vida repetida, rotineira em um constante Déja
vu. Em meu caminho me deparo com pessoas com medo de mudanças, medo da
vida, mas o que mais me assombra é o medo de viver. No censo comum quando se
fala em mudanças geralmente se acredita que esta para ser verdadeira tem que
ser abrupta e radical, a exemplo de muitos recém-convertidos que ao devotar-se mudam
o jeito de vestir, o comprimento do cabelo e certas práticas antes prazerosas e
aceitas.
Eu
digo em alto e bom som:
Não caia nesta
cilada! Viver é mais! Permita-se, experimente, perceba e principalmente aprenda
e apreenda.
Lembrei-me
de um provérbio Chinês que dizia: “Antes
de tentar mudar o mundo dê três voltas ao redor de sua casa.” Minha
experiência não me deixa esquecer que pra mudar fora, é imprescindível mudar
primeiro dentro.
Sinta
a vida, o viver e abra-se para as possibilidades! É isso mesmo viver o agora de
forma intensa e com permissividade.
É
provável que você tenha ido trabalhar hoje, acordou tomou seu café da manhã e
se dirigiu para suas atividades, passou pelo mesmo itinerário, seguiu o mesmo
caminho, parou no mesmo sinal, reclamou das mesmas coisas, ouviu as mesmas
músicas e curtiu as mesmas coisas.
Muito bem, você percebeu algo novo
e extraordinário e não corriqueiro? Opa! Se não percebeu
nada, pode ligar o sinal de alerta porque algo está errado.
Sinta,
perceba enfim viva... Manual de como viver? Não existe! Cada um carrega consigo
um conjunto particular de vivências que permite experimentar a vida de várias
formas em meio a diversas situações.
Enfim
quando passamos a perceber esta unicidade de nossas vidas reconhecemos seu
valor e ao percebê-lo passamos a respeitar todas as formas de vidas.
Viver
o agora que muitas das vezes não é fantástico, mas em sua simplicidade dia após
dia vai nos alimentando com todas as suas agruras e delícias.
Fonte da imagem: http://intothearmsofsorrow.wordpress.com/
