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| Fonte:https://bit.ly/2N6vq4B |
Não! Não!
Não! Digo repetidamente...A alma não aguenta tanta repetição.
São
hábitos e, portanto,repetidos e que não fazem mais sentido. Inovar,
renovar, transformar. Parecem sinônimos de uma necessidade humana. O que
é isso? Por que nascemos assim? O que ficou faltando no caminho. Provocações...Olhares... Sentidos...
[. Nota minha]
Hoje venho falar de um lugar que dói. O lugar da repetição.
Quem nunca se percebeu repetindo? Perceber-se cercado
por acontecimentos repetidos e por ser dessa forma aprisionado em sua própria
razão ou forma de existir. Mas qual o grande mal? O grande mal está em sofrer
com esta repetição. A repetição que dói, que é disfuncional, causa dor,
incômodo, insatisfação e principalmente angústia.
Ao se viver uma vida repetida, com olhos acostumados,
tem-se a impressão que não se tem escolhas. É como se tudo fizesse parte de uma
obra regimental em que não possuímos poder de alterar esta existência, não
percebemos as inúmeras possibilidades de Ser.
A repetição de
valores.
A repetição de
sentimentos.
A repetição de
emoções.
A repetição em se repetir.
Mas o que a
Psicologia tem com isso?
Tudo! Tudo! Tudo! Desculpe-me a repetição, neste
momento foi proposital. Lembro-me de um filósofo que dizia “acomodar-se é
perecer”. Nós somos seres de construção e por isso existe algo em nós intrínseco
que não nos permite parar dentro do processo de mudança. Uma mudança gera outra
e esta por sua vez, provoca outra, que enfim, faz com que sejamos seres
diferentes devido a tudo que já vivemos, embora estejamos em sociedade.
Uma vida repetida é uma vida pobre, pequena de pouco
valor. Não confunda uma vida repetida com uma vida SIMPLES. Uma vida simples pode
ser muito grandiosa e eu não tenho dúvidas disso. Refiro-me a uma vida
rotineira e dentro desta rotina uma vida pobre em que não somos importantes ou
refletimos importância na vida de ninguém. Vamos em direção ao que os outros
nos dizem que é bom, ao que é agradável, sem levar em consideração se isso
realmente é um valor para nós. Sem saber para onde ir, qualquer lugar nos
atende e assim segue-se a multidão com a música do momento, a moda do momento,
as emoções do momento, as receitas para ter um corpo perfeito do momento (se é
que isso existe), receita para felicidade e aí vai. E digo que isso não tem
nada a ver com originalidade, somos seres de produção, com brilho próprio.
Ninguém vê o mundo como você, ninguém sente o que você sente e como sente. Ser
único tem lá seu valor, ser singular. Isso está cada dia mais raro, frequento
lugares e ao perceber as pessoas vejo muitos cabelos iguais, roupas iguais,
formas de ser iguais, figuras repetidas, uma gama de representações de papéis
sociais. Isto pouco me atrai, gosto de gente humana, que possui valores, que
não tem medo de ser o que deseja ser. Que não tem medo de viver do jeito que
se é, com a liberdade que se tem. Uma vida de possibilidades nos aguarda e a
Psicologia traz consigo um olhar cientifico, cuidadoso, sigiloso, seguro e principalmente
transformador. Você tem alguma dúvida que tudo muda e que isso é inevitável?
Escreva-me sobre isso. Mande um e-mail, fuja da mesmice.
Wanderson Tadeu de Farias
Psicólogo - CRP/ 04-41833
Contato: 31-99204-3005
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