Quantas
vezes você já reclamou da insensibilidade de seu parceiro? Quantas vezes você
esperava certas atitudes que não aconteceram? Acredito que você tenha se
deparado com alguns destes comportamentos durante algum relacionamento com
pessoas do sexo masculino. Dúvidas surgem: Por que ele é grosseiro? Por que ele
é tão insensível? Por que mesmo quando ele está errado permanece convicto e com
pose de que está certo?
Cara
leitora, hoje vou falar sobre um comportamento complexo e que não irá se findar
neste mero artigo, vou falar sobre o lugar do homem nas relações ou como é
esperado, idealizado este homem nos relacionamentos. Esclareço que meu objetivo
é apenas trazer uma nova perspectiva desse comportamento.
Dentro
deste recorte entende-se que o papel que foi construído durante anos é de um
homem imbatível (forte, infalível e viril), inviolável (a mera demonstração de
sentimentos abriria espaço para sua vulnerabilidade) e principalmente
insensível (uma vez que este comportamento é considerado como demonstração de
fragilidade e isso reforça a necessidade do homem em ser impenetrável).
Ao
entendermos este contexto passamos a entender certas características do
universo masculino. Não tenho como propósito justificar os comportamentos
apresentados acima, mas apontar a ausência de algumas características tão
cobradas pelas mulheres nas relações. Trago algumas indagações:
Como
esperar demonstração de afeto de um ser que foi treinado para ser inviolável?
Como
esperar fraquezas consagradas de um ser que durante toda a sua vida foi cobrada
assertividade?
Os
homens também são frágeis, isso não podemos abrir mão, mas acredito que muitas
das vezes ao não dar conta de ter o controle de tudo, de ser imbatível essa
frustração sai em formas não saudáveis como: Grosseria, entristecimento,
rispidez e infelizmente muitas das vezes através da violência.
Enfim
existe um movimento contrário a este, uma nova safra. E esta nova safra trocou
o escritório e o mundo competitivo do trabalho pelo conforto doméstico para
ficar e cuidar dos filhos, do patrimônio, ela valoriza o diálogo, não abre mão
de se pensar no futuro.Levanto a necessidade em se ter um Psicólogo em sua
agenda uma vez que ele trabalha com o despertar da sensibilidade nas pessoas,
através do afeto, da relação terapêutica, de um espaço sem julgamento e
principalmente do desenvolvimento de suas potencialidades.
Ah
sim, a resposta para a pergunta se “A insensibilidade do meu parceiro tem
cura?”, só existe cura na relação, assim é a vida, assim são as
pessoas, vamos nos ajustando quando nos abrimos para o outro.
Não nascemos
prontos e morreremos incompletos, ou seja, estamos sempre em construção.
Já
o seu companheiro pode mudar se ele entender o quanto isso é importante para
ele.
Um forte abraço e até a próxima semana!
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